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Bugios-ruivo mantidos no CETAS-SC são vacinados contra a febre amarela

Os bugios-ruivo mantidos no Centro de Triagem de Animais Silvestres de Santa Catarina (Cetas), gerido pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) em colaboração com o Instituto do Espaço Silvestre (IES), começaram a ser vacinados contra a febre amarela. A imunização em primatas não humanos é um procedimento novo e pré-requisito para a reintrodução desta espécie em ambientes naturais.

"A vacinação desses exemplares de bugio, hóspedes do CETAS-SC, é importante conquistas que tivemos. Fico aqui imaginando, a sensação maior por vir, quando conseguirmos ter novamente nas matas da ilha essa espécie reintroduzida”, declarou a gerente de Biodiversidade e Florestas do IMA, Ana Cimardi.

A vacinação no estado, em 24 animais dessa espécie no CETAS-SC, é realizada pela equipe do IES, contemplada em um projeto nacional de pesquisa. O projeto é fruto de colaboração do Instituto do Espaço Silvestre com a equipe do Centro de Primatologia do Rio de Janeiro, com apoio de parceiros importantes como o Projeto Bugios.

Esta é uma das etapas de um projeto ainda maior que tem como objetivo a reintrodução do bugio-ruivo em Florianópolis, em parceria com o Refauna, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Instituto de Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (IMA-SC) e a Fundação de Meio Ambiente do município, por meio do projeto Fauna Floripa.

“Por isso esse primeiro passo é muito importante e animador para a conservação da biodiversidade. Aguardamos ansiosos as próximas etapas, até por fim, contemplar a liberdade desses animais”, afirmou Dra.Vanessa Kanaan, diretora técnica do Instituto Espaço Silvestre e coordenadora geral do CETAS-SC.

Se os resultados desse estudo mostrarem que a vacina é segura e eficiente, a ideia é que outros primatas do país sejam vacinados sem passar por projeto de pesquisa tão específico.

Espécie

O bugio-ruivo é nativo da Mata Atlântica, bioma que já perdeu mais de 80% da sua cobertura original e encontra-se fragmentado e defaunado. Atualmente, a espécie é classificada como vulnerável no Brasil e no mundo devido também a surtos de febre amarela e por serem sensíveis ao vírus. Os bugios não passam febre amarela e, sim, o mosquito.

Na Ilha de Santa Catarina, o bugio-ruivo não ocorre mais. Quando um animal é extinto de um local, também há perda das interações ecológicas nas quais a espécie participa. Neste contexto, uma possível abordagem que vem sendo cada vez mais utilizada para reverter os problemas causados pela defaunação é a reintrodução de espécies em locais dentro de suas áreas de ocorrência natural, mas que se encontram localmente extintas.

Imagem: Daniel de Granville

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