Muitas pessoas viajam para Fernando de Noronha todos os anos. Em 2018, foram mais de 100 mil visitantes. A maioria das pessoas viaja para a ilha à procura de um pedaço de paraíso no meio do oceano. Praias paradisíacas, águas cristalinas, ondas perfeitas, dias ensolarados e tranquilos.

No entanto, quando questionadas sobre a biodiversidade da ilha, a maioria dos visitantes cita apenas tubarões, raias, golfinhos e tartarugas. O que essas pessoas não sabem é que Fernando de Noronha abriga a e duas espécies restritas à ilha, ou seja, endêmicas. A falta de conhecimento e interesse pela avifauna da ilha motivou as pesquisadoras Cecília Licarião e Ariane Gouvêa a desenvolverem o Projeto Aves de Noronha, que tem como principal objetivo redirecionar o olhar dos cidadãos para as aves da ilha.

Em 2018, o projeto alçou seu primeiro voo. A ONG ProScience apostou na ideia e, através de um financiamento da SOS Mata Atlântica, foi possível desenvolver atividades de grande relevância para a conservação das aves do arquipélago. Elaboração de miniguia de observação de aves; cursos para condutores de turistas locais; palestras para turistas; atividades lúdicas com crianças e caminhadas ecológicas para observação de aves na ilha – Vem Passarinhar Noronha – foram as principais atividades realizadas no ano de 2018.

 

Promover a conservação da avifauna de Fernando de Noronha e a aproximação da sociedade às Unidades de Conservação do arquipélago através da atividade de observação de aves.

 

Para isso o projeto realiza a capacitação de condutores de visitantes da ilha para guiar o público interessado nessa atividade; direcionar o olhar dos turistas para a rica avifauna presente na ilha; capacitar parceiros locais (multiplicadores) para ministrar palestras sobre as aves da ilha; produz material didático referente a observação de aves e fauna do arquipélago e realiza atividades de ciência cidadã.

 

Miniguia de incentivo a observação de aves do arquipélago (versão impressa e digital - QR Code) contendo as espécies mais comuns e representativas de aves (24 espécies), répteis (três espécies), crustáceos (duas espécies) e mamíferos (uma espécie) da ilha.

 

Contém informações sobre o grau de ameaça e endemismo das espécies, ressaltando as introduzidas pelo homem na ilha e consequências que estas representam para a fauna nativa.

Gostou do miniguia? Quer ter ele no seu celular e interagir com a gente? É só aponta a câmera do seu celular no QR Code ao lado.  

Em parceria com o CIENTE, núcleo de divulgação científica da Universidade Estadual do Ceará, produzimos um documentário sobre a história e principais resultados obtidos no ano de 2018 e 2019 pelo projeto que nesse período teve o apoio da SOS Mata Atlântica. 

Confere o trailer a seguir.  

Diversas atividades são desenvolvidas para o público infantil. De forma lúdica, abordamos a biologia e ecologia da avifauna do arquipélago como, por exemplo as diferentes características na construção dos ninhos e variação das cores dos ovos. 

Uma das atividades foi realiza em parceria com o projeto Cinema no Forte que consiste em exibições de filmes e documentários seguidos por debates sobre diversos temas abordados. O Cinema no Forte é produzido pela Kalangoo Imagens e faz parte do Projeto Memória Nosso Forte realizado pela construtora Biapó, responsável pela restauração do patrimônio histórico fortaleza de Nossa Senhora dos Remédios em Fernando de Noronha. 

 

Curso de aperfeiçoamento: “Ornitologia, Ciência Cidadã e Meio Ambiente”, voltado para os guias locais do arquipélago atingindo 50% dos guias.

Curso com carga horária de 16 horas. O objetivo do curso é capacitar os condutores de visitantes sobre curiosidades e singularidades da avifauna de Fernando de Noronha para que eles possam despertar o interesse dos turistas pela rica biodiversidade local. É abordado temas como endemismo e principais ameaças sofridas (por exemplo, alertando sobre a necessidade de controle das espécies exóticas). 

O Vem Passarinhar tem o objetivo de promover a conexão das pessoas com a natureza e ao mesmo tempo envolvê-las no monitoramento das aves dentro do conceito de ciência cidadã.

 

Em 2018 iniciamos o Vem Passarinhar Noronha! A atividade é realizada na praia do Sancho, Atalaia e Caieiras. Já foram mais de 30 edições com a participação de mais de 400 pessoas até outubro de 2019.

#VemPassarinharNoronha

Tradicionalmente existe um ciclo de palestras ministradas diariamente no Centro de Visitantes do PARNAMAR FN. Cada dia da semana um tema diferente é abordado, sendo essa programação muito procurada pelos visitantes da ilha.

Mensalmente ministramos a palestra "Aves de Noronha - conheça os outros moradores da ilha" na qual é apresentado a diversidade importância das aves da ilha de forma científica e criativa. Já foram ministradas mais de 20 palestras atingindo cerca de 500 pessoas.

Produção e impressão de 5 mil exemplares do miniguia de incentivo a observação de aves em Fernando de Noronha.

 

O material é distribuído durante todas as atividades do projeto e disponibilizado para os usuários da unidade de conservação  e condutores de visitantes nos Postos de Informações e Controle (PICs), pontos de venda de ingressos e Centro de Visitantes do PARNAMAR.

Para adquirir o seu basta solicitar em um dos PICs de Noronha ou via direct no @avesdenoronha.

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (ICMBio/CEMAVE) realiza o monitoramento das aves marinhas que reproduzem no Arquipélago de Fernando  Noronha desde 2009, com foco inicial voltado à pardela-de-asa-larga (Puffinus lherminieri), ao rabo-de-palha-de-bico-laranja (Phaethon lepturus) e ao rabo-de-palha-de-bico-vermelho (Phaethon aethereus). Desde final de 2017, estabeleceu um monitoramento contínuo com visitas semestrais destas espécies ameaçadas e das demais espécies de aves marinhas que reproduzem no arquipélago. Incluindo também o ameaçado atobá-de-pé-vermelho (Sula sula), o atobá-mascarado (Sula dactylatra), o atobá-marrom (Sula leucogaster), a fragata (Fregata magnificens), o trinta-réis-preto (Anous minutus), o trinta-réis-escuro (Anous stolidus), o trinta-réis-das-rocas (Onychoprion fuscatus) e a grazina (Gygis alba).

 

Em 2018, o CEMAVE estabeleceu com parceiros locais também o monitoramento mensal de parte das colônias das aves marinhas. Nossa equipe sempre que está em campo, acompanha e auxilia na realização desse monitoramento que é de grande importância para se compreender os padrões reprodutivos dessas espécies no arquipélago que possui a maior riqueza do Brasil em espécies marinhas reproduzindo em suas ilhas.

No âmbito da ciência cidadã, o Projeto Aves de Noronha contribui com as principais plataformas como eBird, Wikiaves e Internet Bird Collection. Já foram enviados aproximadamente 200 listas 462 fotografias, 46 gravações de vocalizações e 18 vídeos para as plataformas.

Ao todo foram registradas por nossa equipe 24 espécies de aves para o arquipélago, incluindo dois novos registros para o Brasil.

 

 

MSc. Cecília Licarião B. Luna

Coordenadora de Projeto

Bióloga e mestre em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal do Ceará. Coordenadora de Educação Ambiental do Parque Estadual do Cocó, Secretaria do Meio Ambiente do Ceará. Tem experiência na área de ecologia, ornitologia, educação ambiental e conservação. 


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Dra. Ariane Campos de Gouvêa

Coordenadora de Pesquisa

Bióloga. Mestra e Doutora em Zoologia pela Universidade de São Paulo. Experiência na área de Zoologia, Filogeografia, Ornitologia e Biologia Molecular. Pesquisadora científica e atuante nas áreas de educação ambiental e conservação da natureza, visando o conhecimento científico e a aproximação da sociedade com as unidades de conservação através da ciência cidadã.

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MSc. Patrícia Pereira Serafini

Médica Veterinária pela Universidade Federal do Paraná. Mestre em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Londrina. Analista Ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio/MMA) atuando no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação das Aves Silvestres (CEMAVE).

 

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MSc. Thayná Jeremias Mello

Bióloga pela Universidade de São Paulo. Mestrado em Ecologia pelo Instituto de Biociências da USP. Doutorado em andamento em Ecologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Analista Ambiental do ICMBio/MMA - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Ministério do Meio Ambiente.

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Dr. Guilherme Tavares Nunes

Biólogo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul com Mestrado e Doutorado em Oceanografia Biológica pela Universidade Federal do Rio Grande. Professor Adjunto no Departamento Interdisciplinar, no Campus Litoral Norte da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Professor Colaborador no Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFRGS (Capes 6), e Pesquisador do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (CECLIMAR/UFRGS).

 

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Dr. Carlos Otávio Araujo Gussoni

Biólogo pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Mestrado, doutorado em Ciências Biológicas (Zoologia) e pós-doutorado pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho Biólogo. Tem experiência na área de Zoologia, com ênfase em Ornitologia. É moderador voluntário da plataforma online eBird (ebird.org).

 

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