O gênero Amazona inclui doze espécies de papagaios que ocorrem no Brasil, sendo que muitos estão em estado vulnerável ou ameaçados de extinção, entre eles o papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea). A perda de habitat, em função do desmatamento, e a coleta para abastecer o tráfico de animais silvestres são os fatores que mais contribuem para colocar essa espécie em risco.

 

O papagaio-de-peito-roxo é endêmico da Mata Atlântica, ou seja, ocorre somente nesse bioma. No Brasil, é encontrado do sul da Bahia ao Rio Grande do Sul, mas também vive no sudeste do Paraguai e Misiones, na Argentina. Geralmente está associado à Mata de Araucárias. 

Não é a toa que ele é chamado de papagaio-de-peito-roxo. Tem cerca de 35 cm de comprimento total e é identificado pelo padrão escamado arroxeado das penas do peito. As penas da cabeça, dorso e cauda são verdes e na nuca há uma "gola" azul. Pode-se observar uma coloração vermelha nos extremos das asas, base do bico, encontro e espelho alar. Não há dimorfismo sexual. Estima-se que esse papagaio pode viver por até 30 anos.

 

O período de reprodução inicia-se em agosto e vai até Janeiro. Os ninhos são construídos em ocos de árvores e os ovos são incubados por cerca de 25 dias. Normalmente a postura é de dois a quatro ovos, chocados principalmente pela fêmea, que durante esse período é alimentada pelo macho. Os filhotes abandonam o ninho geralmente após dois meses e somente se separam dos pais quando começa um novo período de acasalamento, após seis ou oito meses. 

 

Alimenta-se de sementes, frutas, flores e folhas. 

 

O Parque Nacional das Araucárias é uma Unidade de Conservação (UC) criada em 2005 e como tal tem como objetivo principal a preservação de remanescentes de florestas e de toda a biodiversidade ali existente, ajudando a manter a qualidade de importantes corpos hídricos, como o Rio Chapecó, Chapecozinho, do Mato e Caratuva. 

 

O parque fica localizado nos municípios de Passos Maia e Ponte Serrada, SC, com uma área de 12.841 hectares. Seu nome remete à floresta de araucárias lá existente, sendo que a espécie predominante, a araucária, integra a lista de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção. Outras plantas ameaçadas também estão presentes no parque, como o xaxim e a imbuia.

Diversas espécies animais podem ser encontradas no parque, entre elas várias ameaçadas e algumas que se encontram com população reduzida como o bugio (Alouatta guariba clamitans), o gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus), o puma (Puma concolor), o veado-poca (Mazama nana), a jaguatirica (Leopardus pardalis). 

 

No entorno do parque existem comunidades rurais que desenvolvem atividades agrícolas, a maioria focada na agricultura familiar. Observa-se a monocultura de espécies florestais exóticas, como o Pinus e o Eucalipto, tanto por pequenos produtores como por grandes indústrias. Também no entorno do parque pode-se observar barramentos dos rios para produção de energia hidrelétrica (PCHs).

 

O Parque Nacional das Araucárias ainda está em fase inicial de desapropriação das áreas em seu interior, embora ocorram atividades de educação ambiental e pesquisa científica. A abertura para uso público ocorreu no dia 25 de outubro de 2015.

 

O parque também dispõe de um conselho consultivo, formado por instituições públicas e sociedade civil local (prefeituras, órgãos ambientais, associações, ONGs e sindicatos, entre outros), que colabora na gestão da unidade. O Instituto Espaço Silvestre faz parte desse conselho.

 

Importantes pesquisas científicas têm sido desenvolvidas neste Parque Nacional. Uma delas é o projeto de reintrodução do papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea). Trata-se de uma espécie que ocorria na região, mas foi extinta dentro do parque e que agora tem uma oportunidade de povoar novamente essa floresta protegida. Outras pesquisas importantes são as que envolvem diversas espécies exóticas invasoras, como a rã-touro (Lithobates catesbeianus) e o javali (Sus scrofa). Essas espécies, que não são nativas da região, assim como os pínus e eucaliptos, causam diversos problemas ambientais e econômicos, devendo ser retiradas da área do parque para que não interfiram mais na biota nativa.

As principais vias de acesso para quem se desloca partindo da capital do Estado, vindo do litoral, são as BR-282 e BR-470. A BR-153 também é um acesso importante para que vem de outras regiões. O aeroporto localizado no município de Chapecó é o mais próximo do Parque Nacional das Araucárias, distante aproximadamente 100 km.

 

Para saber mais sobre o Parque Nacional das Araucárias, SC, e ter acesso ao Plano de Manejo, mapas interativos e outras informações, clique aqui. Veja também o termo de apoio do parque ao projeto.

 
História em quadrinhos sobre papagaios-de-peito-roxo
Pinhão- Colete de maneira sustentável e só compre pinhões maduros!
Soltura de animais silvestres, não prenda, mas não solte sem preparação
Eu protejo animais silvestres
Papagaio-de-peito-roxo para colorir
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